Ao perder a ti, tu e eu perdemos
Eu porque tu eras o que eu mais amava
E tu, porque eu era o que te amava mais
Contudo, de nós dois, tu perdeste mais do que eu
Porque eu poderei amar outra como amava a ti
Mas ti não te amarão como te amava eu
“Porque a água é sagrada e o ar também
Nosso DNA é feito do mesmo DNA de uma árvore
A arvore inspira o que expiramos
Nós temos o mesmo destino
Somos todos da terra
E quando tudo isso é destruído
Cria uma reação
O mundo se tornou um mercado
Recursos naturais ou nossa família?
Respeito é preciso!
E se chegar da gente se destruir
E destruir a vida e finalmente deixarmos a terra
Não será o fim do mundo,
Será o nosso fim!”
Acabo de acordar, são 7h da manha, depois de 8h de sono, em pleno domingo!
Os pássaros cantam e pasmem: o céu continua azul em Curitiba!
O que está acontecendo com o mundo? rs
Bom dia! =)
Lembrei agora do “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade, que diria hoje pra mim assim:
“Vai, Cláudio! Ser gauche na vida!”
Gauche é uma palavra francesa – pronuncia-se “goxe” – que significa esquerdo, mas também serve para designar estranho…
Veja o sol que nasceu na janela do meu quarto há poucos minutos atrás:
Finalizo com Renato Russo e Legião Urbana:
“Quando o sol bater
na janela do teu quarto,
Lembra e vê
Que o caminho é um só (…)”
“Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” (Antoine de Saint-Exupéry)
Acabei de ver o filme “Pequeno Príncipe”. Ainda estou emocionado!
Claro que já tinha lido e relido essa obra de arte, mas o filme conseguiu me fazer reviver e chorar.
Quanta sensibilidade contida nesse ser Exupéry que cativou tantos e tantos seres!
Que bom que não me envergonho de me emocionar, que não me envergonho de chorar. Como é bom viver! Afinal, o essencial não se vê com os olhos, certo? Exato! O essencial se sente com o coração, e quem me conhece sabe que eu sempre digo e repito isso!
Que delícia estar conectado com toda essa essência da vida, que delícia não deixar a vida tirar isso tudo de dentro de mim. Eu não deixei o tempo me cegar. Me cative! Me cative que estarei ansioso desde as 3, se você vier as 4. Me cative por que na verdade se você me cativar, viverei ansioso pra te ver. E se me cativar mais e mais vou querer passar a vida toda ao seu lado.
Como é bom, como é bom, obrigado meu deus por cada gota de amor que inunda todo o meu ser nesse momento!
Obrigado você que já me cativou e obrigado você que ainda vai me cativar.
A vida também me cativou!
E o grande desafio é compreender o adeus, porque tudo é efêmero.
Só o amor fica!
E que assim seja!
Quando chega a noite
Ou será de manha?
Sinto a quietude da estatueta de Buda
Que medita ao meu lado.
Toda essa paz toma conta de mim.
A quem devo tanta gratidão?
É tão bom viver aqui dentro de mim!
Nessa hora tudo faz pleno sentido.
O dia é tão corrido.
E agora é tudo tão bom e lento.
Corro atrás do que amo
Corro atrás de quem sou
Me canso,
Mas é aquele cansaço que vale a pena, sabe?
O cansaço grato!
Sensação de liberdade suprema.
Será o fim? O inicio? O meio?
Então me deito, olho pro teto
E agradeço por ele me cobrir.
Como tem gente que pensa que deus não existe?
Meu deus, como?
É só olhar pra si e verás!
Verás o outro você: ele!
Obrigado também pelo alimento
Que vira eu no fim!
E obrigado também pelo fim meu deus,
Obrigado!
O momento pode ser pra sempre
Mas a vida não!
A vida é como um sonho ou como uma ilusão
Temos a impressão que as coisas duram, que a vida permanecerá
Mas na verdade nada dura, nada durará!
Isso é o mais importante de se compreender
Que tudo é vivo, que tudo muda, que tudo se transforma
E que tudo é impermanente!
Fiquei o dia todo na cabeça com a voz da Elis Regina cantando uma obra prima de Francis Hime:
“Vivendo e aprendendo a jogar,
Nem sempre ganhando,
Nem sempre perdendo,
Mas sempre aprendendo a jogar…”
Confesso que não foi fácil ver Dourado no pódio. O motivo vocês já sabem!
Me pergunto: a vida é um jogo? Na minha visão muitas vezes sim, mas ainda bem que outras não. Tem gente que adora competir. Eu nunca me senti atraído por jogos e competições. Gosto mais de viver naturalmente, ser eu mesmo sem precisar jogar. Por isso escolhi ser artista e não um vendedor, por exemplo.
Fiquei o dia todo meditando nessas idéias: jogar, competir, viver, ser espontâneo.
Depois do meu ultimo post: “Dourado nem pensar…”, algumas pessoas concordaram comigo, outras não, assim é a vida. Respeito muito cada maneira de olhar.
O Dourado estava ali jogando MESMO (Caps Lock – hehe)! Quem gosta de jogar adora o cara! O cara é lutador, ele aprendeu ou teve que aprender a jogar!
Na final, quando a câmera dava close nele, sua expressão era de um lutador encarando seu adversário. Há quem goste dessa expressão, e como eu disse, respeito muito, mas juro que prefiro, do fundo do coração, o jeito espontâneo da Fernanda ou a disponibilidade do Cadu!
Escuto pessoas falando que o Cadu é bobão! Se ser gentil é ser bobão eu quero ser bobão e não abro mão! E hoje em dia, graças a deus, olhando por esse ponto de vista, só tenho amigo bobão! hehe
O Gentleman da casa ficou em terceiro lugar, é muito difícil pra eu entender!
Como disse, gostaria muito que uma pessoa prestativa ganhasse, que uma pessoa querida ganhasse ou que uma pessoa que me passasse boas energias ganhasse; mas ainda to aprendendo que em um jogo não ganha nem o mais gentil, nem o mais querido, ganha quem sabe jogar.
Na vida, ainda prefiro o caminho da gentileza, afinal: gentileza gera gentileza, e esse jogo eu adoro!
Dessa vez meus favoritos perderam, mas valeu, afinal: vivendo e aprendendo a jogar!