A grande viagem da percepção dos sentidos!
Ontem assisti um belo filme chamado: “Vermelho como o céu”. Sempre que eu assistir filmes que eu realmente me identifique irei postar aqui, assim se você se identifica com os assuntos abordados nesse Blog provavelmente você também vai gostar das minhas indicações ![]()
No “Vermelho como o céu” o diretor Cristiano Bortone trabalha bem nossa percepção dos sentidos. O protagonista do filme precisa radicalmente perder um dos sentidos para então mergulhar nos outros. Assim começa a grande viagem de percepção. Para mim foi um prato cheio de sons e sensações.
Recentemente tenho notado que a música e os sons da vida tem mais poder em mim do que eu tinha consciência. Eu sou movido por sons, mas isso não significa que eu fique com o rádio ou com o CD player ligado o tempo todo, muito pelo contrário, a maior parte do tempo eu fico ligado nos sons naturais e artificiais que nos cercam. Inclusive não tenho nada contra os artificiais, para mim todos são sons e cada um tem seu lugar e valor.
Há alguns anos atrás roubaram o CD player do meu carro, eu e toda minha família ficamos abismados com o tempo que fiquei sem som no carro, esperei mais de um ano pra comprar um novo. Na verdade sempre tive som no carro, e muitos.
Outra situação que percebo, e que me incomoda, é que em alguns bares e restaurantes, o proprietário não se preocupa com o som ambiente. Sabe aqueles lugares que a gente vai e fica tocando aquele “qualquer CD” ou pior ainda, fica numa estação de rádio qualquer. Aff, isso pra mim é sofrido.
Agora imagine o contrário, aquele lugar bacana que o proprietário pensou em agradar nossos sentidos. Chegamos no local, nos deparamos com um ambiente confortável, cheiroso, limpo e com uma música que aconchega. Se o ambiente é gostoso e a música não fala a mesma língua me sinto torto. Agora se a música está de acordo, então me sinto completo.
Outra situação é musica ao vivo. Sinceramente, prefiro um bom jantar sem música ao vivo: é melhor prevenir que remediar – rs. Isso apenas porque se os músicos não tiverem afinados, pode estragar tudo.
Então, música ao vivo, para mim, só show mesmo e daqueles indicados ou que você já sabe que vai se deliciar. Porque quando é bom é catártico.
Esse post é uma tentativa de ficarmos mais atentos com os nossos sentidos. Vamos explorá-los. Não podemos deixar que um canto de pássaro vire normal, jamais. Temos que estar atentos para os detalhes simples da vida, estes fazem a grande diferença. Lembre-se de ouvir melhor, sentir melhor, cheirar melhor, degustar melhor, viver melhor.
Paz e bem para todo o sempre.
Claudinho Brasil
* Foto de um trecho do filme.



