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Música, Atitude, Cultura e Informação!

O Trance, o Transe e a Transa!

Em 30/05/2009

Há muitos anos atrás, aproximadamente no ano de 2001, ainda na faculdade, eu li um texto sobre as culturas primitivas. Uma das coisas que mais me chamou atenção no texto, foi que nos rituais primitivos, os homens utilizavam da repetição rítmica (música ruidosa) e da exaustão física (dança) para alcançar estados alterados de consciência, ou seja, o transe.
Na hora fiz associação com uma das vertentes (mais populares) da música eletrônica chamada: trance (em inglês), que em português significa transe. Mera coincidência? Claro que não! Esse gênero nasceu em Goa, na Índia, e sempre teve como base o propósito de transcender a mente, a consciência. Sem contar que a música eletrônica também trabalha com repetição rítmica e dança exaustiva, não é de mais?
Foi nesse momento que nasceu a idéia de escrever meu livro (A Modernização da Musica Primitiva) que fala justamente sobre essa relação. Então, de lá pra cá passei a pesquisar muito sobre as culturas e rituais primitivos e me aprofundei na cultura musical eletrônica.
Olha que interessante: hoje resolvi procurar no dicionário o significado da palavra transe, acompanhe o que eu encontrei:
1. Grande apreensão de mal que se crê próximo.
2. Agonia.
3. Angústia; aflição.
4. Duelo, combate.
5. Desmaios.
6. Raptos; êxtases.
Ufa, achei que não ia encontrar, mas a última palavra foi êxtase, o sentido mais próximo do que eu estava buscando. O que me deixou surpreso e fascinado nessa pesquisa foi à quantidade de palavras que apareceram relacionadas com o contrário do que eu estava buscando: como aflição, agonia e angústia. Não é incrível o mundo dual em que vivemos? O amor e o ódio caminhando sempre juntos…
E a transa, será que tem alguma relação? Acompanhe a pesquisa:
1 Entendimento, acordo, pacto.
2 Ligação, trama, conluio.
3 Relação amorosa.
Ufa, de novo no finalzinho (rsrs): relação amorosa!
Pra você é possível ampliar a consciência transando? Pra mim é.
O trance eletrônico, o transe espiritual, a transa sexual, pra mim, tudo tem haver com amor, com consciência, com plenitude. Mas dá pra sentir aflição em ambos os casos? Nossa pesquisa mostrou que sim, e na prática posso perceber que sim também.
O mais importante é estar bem. Assim conseguimos colocar o foco “de luz” onde queremos.
A minha conclusão é: com a consciência do nosso auto-combate diário, percebemos a agonia, encaramos a angústia, compreendemos a aflição, acordamos o pacto, tramamos a relação amorosa e enfim, podemos terminar em êxtase! :) ))))
Que todos os seres sejam felizes!

Fontes:
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis
Dicionário de Português

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Categoria: Informaçao Vida

Somos tão apegados!

Em 14/05/2009

Somos tão apegados. Nos apegamos a coisas materiais tão bobas, mas que juramos que são tão importantes para nós, mas no fundo sabemos que não são. Nos apegamos as pessoas. Nos apegamos aos familiares. Nos apegamos até ao nosso trabalho (alguns). Nos apegamos as coisas que nos proporcionam prazer, isso nos apegamos muito, mas estamos carecas de saber que essas coisas não duram quase nada, mas insistimos em sofrer quando as perdemos.
Se já percebemos que essas coisas não duram, então porque continuamos apegados? Será porque nossa memória é curta? Não sei… Só sei que o ser-humano é um ser-apegado.
E como mudar? Tem gente que não pensa nisso e acha isso tudo uma grande bobagem. Eu não, eu penso muito sobre isso, eu medito sobre a impermanencia dessa nossa vida. Não é difícil perceber que tudo é impermanente, pra começar, tudo que nasce está fadado à morte. É sofrido meditar sobre a morte, mas se fizermos entramos numa nova etapa, a etapa do desapego. E praticar o desapego é estar mais próximo da felicidade.
Já parou pra pensar que boa parte do sofrimento humano vem do apego ou da aversão. Por exemplo: adoro você, me sinto muito bem ao seu lado, então me apego a você. Quando perco você, pronto, começo a sofrer. Agora imagine o contrário: não suporto você, você me faz mal, só a sua presença me sufoca, pronto, começo a sofrer.
Quero deixar claro que exercitar o desapego não é vir a ser um morto-vivo que não gosta nem desgosta de nada. Desapegar é ter consciência da impermanencia e lembrar sempre dela. Então, quando eu estou com alguém que me faz bem eu procuro sempre lembrar que não é possível estar sempre ao lado dessa pessoa, então já começo a trabalhar o desapego, assim sofro menos a separação. Tem gente que pensa que isso é pessimismo, nada disso, isso é consciência. Podemos exercitar igualmente quando estamos perto de alguém que não gostamos, meditamos na idéia de que logo aquilo passará, que é impermanente, pronto, aquilo já passou e não sofremos, ou sofremos bem menos. Nada simples, mas muito importante pensar. Essa é a idéia!

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Categoria: Atitude Vida

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