Mais uma vez a Academia Hype de Curitiba surpreende.
O proprietário Marcos Mottin sempre arranja uma maneira de juntar saúde, entretenimento com arte e cultura. Com certeza um grande diferencial para sua academia.
É a terceira vez que venho para Curitiba nesse ano me apresentar em um de seus eventos.
A primeira vez foi na conceituada Arte Beat Hype, evento de 3 dias com muitas novidades e atrações dentro da própria academia. Veja vídeo abaixo!
A segunda vez foi na divertidíssima Festa Mexicana, onde também apresentei meu show de musica eletrônica com Live Performance.
Desta vez juntamos show com aula, será inusitado e com certeza muito divertido.
Minhas apresentações serão nos dias 20 as 18:30 e no dia 21 as 19:30! Imperdível!
Também terá Aula Kids para mães acompanhadas de suas crianças, no dia 22.
Nos dias 22 e 23 terá equipe técnica especializada, inteiramente disponível para mediar e avaliar os resultados atingidos pelos alunos.
E pra fechar, no dia 24 terá apresentação do DJ Fabio Dutra na aérea de musculação das 19h as 21h.
Para maiores informações ligue no 3018 9898.
Eu não lembro de ter visto recentemente algo tão incrível artisticamente!
Fantástico!
Imagine a construção quadro a quadro.
Se atente as nuvens, as pessoas, aos carros! Grandes artistas, grandes obras!
Parabéns Blu!
Conheça mais do trabalho desses seres:
Ontem eu tive uma noite deliciosa. Nada disso que você está pensando – rsrs. No dia 16 de abril fiz um post homenageando meus queridos amigos índios da tribo Fulni-ô de Pernambuco. Sempre no mês de maio, os índios Fulni-ô vem para Curitiba na Feira Internacional de Artesanato (Feiarte). Um grande amigo, o Bira, hospeda os índios em sua casa e assim tive o privilégio de criar uma relação afetuosa com os mesmos desde 2002. Ontem estive por lá e ficamos proseando por horas em volta da lareira, curtindo o frio de Curitiba. Foi então que Bira perguntou para um dos índios (o Fekiá) se ele não topava pintar meu corpo. Ele aceitou na hora. Eu não poderia negar essa grande oportunidade e ainda fazer o registro (em vídeo) para o meu Blog.
O resultado desse tipo de pintura pode parecer estranho para alguns, no entanto, para mim é como se eu tivesse “voltando a fazer”. Tenho uma sensação, a princípio sem explicação racional, que já pintei muito meu corpo em rituais (no entanto nessa vida não o fiz) sempre com um propósito sagrado. Exatamente por valorizar essa minha sensação que passei a me pintar (de vermelho no rosto) para apresentar meu show de musica eletrônica. O propósito é justamente resgatar o sagrado (desses rituais – assim como os índios fazem até hoje) e trazer para nossa realidade. Por isso batizei meu show de Ritual Eletrônico. É claro que todas essas idéias são fruto de um vasto trabalho de pesquisa que realizado desde 2002, e que fez também nascer o meu livro (A Modernização da Musica Primitiva) que trabalha justamente essa relação e aproximação, dos rituais primordiais com os rituais eletrônicos ou festas rave da contemporaneidade.
O índio que me pintou chama-se Fekiá, ele ficou em torno de 40 minutos, concentradíssimo, para finalizar sua arte no meu corpo. Eu fiquei todo o tempo de pé, em silêncio meditativo (não foi fácil). Vocês poderão ver que, a princípio, a tinta natural que foi utilizada (Genipabu) não fica com uma tonalidade de preto forte, mas essa tinta, com o tempo, penetra mais e mais na pele e sua cor vai se fixando e ganhando força. Agora, 24 horas depois, a tonalidade do preto está tão forte (no meu corpo) que parece mesmo uma tatuagem de verdade. Hoje eu pretendo tirar uma foto com os índios para mostrar pra vocês a diferença da tonalidade. Também pretendo fazer um vídeo deles dançando e cantando na Feira, uma ótima oportunidade pra vocês conhecerem um pouco mais dessa cultura tão linda, dessa tribo tão especial: os guerreiros Fulni-ô!
Resolvi postar esporadicamente, aqui no meu Blog, uma série de chamada: Dicas de Produção Musical para atender interessados, alunos e futuros alunos, quem sabe
A idéia da criação destes vídeos é do Ilan Kriger, professor e sócio fundador da AIMEC. Ele convidou alguns produtores e professores da escola para dar algumas dicas de produção. Gostei bastante do resultado final. A idéia também é criar novos amantes desse tema tão fascinante e complexo que é: Produção Musical.
Bom proveito!
Inspirado em um menino sentado olhando o mar, eu canto Cajuína de Caetano Veloso, nas areias de Guaratuba – PR.
Cajuína
Composição: Caetano Veloso
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
Ontem assisti um belo filme chamado: “Vermelho como o céu”. Sempre que eu assistir filmes que eu realmente me identifique irei postar aqui, assim se você se identifica com os assuntos abordados nesse Blog provavelmente você também vai gostar das minhas indicações
No “Vermelho como o céu” o diretor Cristiano Bortone trabalha bem nossa percepção dos sentidos. O protagonista do filme precisa radicalmente perder um dos sentidos para então mergulhar nos outros. Assim começa a grande viagem de percepção. Para mim foi um prato cheio de sons e sensações.
Recentemente tenho notado que a música e os sons da vida tem mais poder em mim do que eu tinha consciência. Eu sou movido por sons, mas isso não significa que eu fique com o rádio ou com o CD player ligado o tempo todo, muito pelo contrário, a maior parte do tempo eu fico ligado nos sons naturais e artificiais que nos cercam. Inclusive não tenho nada contra os artificiais, para mim todos são sons e cada um tem seu lugar e valor.
Há alguns anos atrás roubaram o CD player do meu carro, eu e toda minha família ficamos abismados com o tempo que fiquei sem som no carro, esperei mais de um ano pra comprar um novo. Na verdade sempre tive som no carro, e muitos.
Outra situação que percebo, e que me incomoda, é que em alguns bares e restaurantes, o proprietário não se preocupa com o som ambiente. Sabe aqueles lugares que a gente vai e fica tocando aquele “qualquer CD” ou pior ainda, fica numa estação de rádio qualquer. Aff, isso pra mim é sofrido.
Agora imagine o contrário, aquele lugar bacana que o proprietário pensou em agradar nossos sentidos. Chegamos no local, nos deparamos com um ambiente confortável, cheiroso, limpo e com uma música que aconchega. Se o ambiente é gostoso e a música não fala a mesma língua me sinto torto. Agora se a música está de acordo, então me sinto completo.
Outra situação é musica ao vivo. Sinceramente, prefiro um bom jantar sem música ao vivo: é melhor prevenir que remediar – rs. Isso apenas porque se os músicos não tiverem afinados, pode estragar tudo.
Então, música ao vivo, para mim, só show mesmo e daqueles indicados ou que você já sabe que vai se deliciar. Porque quando é bom é catártico.
Esse post é uma tentativa de ficarmos mais atentos com os nossos sentidos. Vamos explorá-los. Não podemos deixar que um canto de pássaro vire normal, jamais. Temos que estar atentos para os detalhes simples da vida, estes fazem a grande diferença. Lembre-se de ouvir melhor, sentir melhor, cheirar melhor, degustar melhor, viver melhor.
Paz e bem para todo o sempre.
*Foto de uma obra plástica que fiz logo após um trabalho espiritual.
O silêncio para mim muitas vezes pareceu como uma gilete cortante, uma terra rachando, ou mesmo um peito rasgando.
Para entender melhor o silêncio aprendi a meditar.
Meditar é suportar o silêncio, em silêncio.
Meditar é simplesmente observar sem reagir.
No início queremos mudar de lado, coçar a cabeça, mas depois aprendemos que não adianta reagir a essas vontades, porque depois de coçar e mudar de posição você inevitavelmente descobre que o silêncio não mudou.
Assim também é a vida.
Esse é um dos primeiros grandes ensinamentos da meditação.
A reação é a não ação.
Talvez por isso a maior ação de Gandhi em vida foi a não reação.
Silencie que eu tenho certeza que você vai entender.