Se colocar no lugar do outro.
Esse é um assunto que realmente não sai da minha cabeça. Me deixa um pouco triste pensar que não são muitas as pessoas que procuram, realmente, se colocar no lugar do outro. Mas é exatamente esse o ponto: quando eu me coloco no lugar dessas pessoas, que tem dificuldade de se colocar no lugar do outro, eu consigo entendê-las. Esse é o exercício.
É preciso exercitar a relativização, ou seja, é possível sim se colocar na posição do outro e abrir o coração para conseguir entender a verdade alheia. Até porque o próximo é um outro você que também sente que tem razão.
Vou dar um exemplo que, quando eu penso, dói minha alma: a má distribuição de renda que gera muitas famílias e seres famintos e que muitas vezes, infelizmente, morrem de fome.
O índice de mortalidade infantil, atualmente, é um absurdo: pelo relatório da FAO, doze crianças morrem de fome por minuto no mundo. Isso significa, uma criança a cada 5 segundos!
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(pelo menos 5 segundos em silêncio)
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O último filme (Fome) do nosso respeitado diretor brasileiro José Padilha, o mesmo que dirigiu Tropa de Elite, registra, nua e crua, a fome no Brasil.
Eu juro, e tem gente que pode achar que estou mentindo: sempre que eu entro num lugar muito luxuoso, me sinto “um pouco” mal. Esses dias aconteceu e ainda fiz um comentário: eu só conseguiria morar num lugar com esse luxo, sem peso algum na consciência, se a distribuição de renda do mundo fosse mais equilibrada.
É interessante ressaltar que não estou falando que não mereço colher (no post “O caminho da felicidade” deixei claro minha visão sobre o merecimento). Estou falando da minha consciência em investir tanto só pra mim, apenas pro meu prazer e da minha família. Podem me chamar de louco, mas eu acredito que se Deus me deu um dom e ainda tive o privilegio de poder estudar para desenvolvê-lo, e ainda ter reconhecimento dos outros com retorno financeiro abundante, poderei enfim investir esse dinheiro em projetos com o intuito de proporcionar o mesmo para mais seres. Esse é o meu caminho.
Pra finalizar: como comecei esse post falando da importância de nos colocarmos no lugar do outro, e se alguém não concorda com o que escrevi acima, não tem problema algum, eu continuo entendendo que o seu caminho é outro e respeito muito. Mas claro que se, ao terminar de ler esse post, você ou alguém realmente se identificar com o propósito de se colocar no lugar do outro a fim de poder ajudar, então ficarei muito feliz também.

