O tal do equilíbrio!
O equilíbrio talvez seja o mais difícil e o mais prazeroso de se conquistar nessa vida. Por isso me cativa o budismo tibetano que me ensina muito sobre o caminho do meio. Diariamente temos que trabalhar isso, temos que buscar o máximo de atenção possível para nos mantermos em equilíbrio.
O ser humano tem uma tendência muito grande a extremos, até por que os extremos de certa forma são mais cômodos. Por exemplo: alguém que decidi radicalmente não beber mais (bebida alcoólica). É claro que para quem tem o hábito de beber não vai ser nada fácil, mas garanto que parar radicalmente é ainda mais fácil do que aprender a beber moderadamente, que seria o caminho do meio.
As pessoas têm manias de tomar atitudes radicais, e o mais engraçado é que as pessoas tendem a valorizar isso. Vamos continuar com esse mesmo exemplo, eu já fui um cara que bebi (muitas vezes exageradamente) e também já fiquei radicalmente sem beber. Na época em que eu não bebia nada alcoólico as pessoas achavam o máximo e diziam pra mim com orgulho: o Claudinho não bebe! Claro, que eu com toda minha aparência (fora dos padrões) achava o máximo ser um maluco beleza.
Como hoje em dia eu estou na busca incessante do equilíbrio, estou procurando cortar ao máximo o caminho dos extremos.
Sim, voltei a beber, mas hoje eu posso dizer que consigo beber moderadamente, que na minha opinião é mais difícil que não beber nada ou beber todas, mas muitas pessoas ficaram e ainda ficam frustradas quando me vêem bebendo. Já escutei comentários do tipo: – Nossa, o Claudinho ta bebendo, não acredito (me olhando com aquela cara de: esse mundo ta perdido).
Outro detalhe que eu queria dizer é que, na minha opinião, os extremos opostos são muito parecidos, por exemplo: aquele cara que era viciado em drogas, saiu do fundo do poço e virou crente fanático só mudou de vício. Exatamente pelo mesmo motivo, não adianta sair de um oposto e ir para o outro, o vício continua. Realmente o difícil é mesmo encontrar o tal do equilíbrio.
Que todos os seres tenham e possam ter a consciência do seu meio.
Nossa! esse assunto é uma delícia!
Assim como não poderia deixar de ser uma libriana nata, me identifico muito pelo fato de estar sempre buscando o equilibrio. Eu já não acho difícil encontrar o equilibrio. Ser movido pela razão é ter um autoconhecimento e saber reconhecer o lado bom e ruim das coisas, sabendo equilibra-las. Não tem jeito: Se ela pesar mais pra um lado, essa é a hora de saber que algo está errado. Mantenha-se em equilibrio SEMPRE.
Beijo ALEGRIA.
Equilíbrio
Henriqueta Lisboa
Estar não estando
no riso e no pranto.
Posso ir sem domínio dentro do possível.
Ser de si o oposto
sem deixar de ser
imóvel movente
que só por angústia
de tempo resvala
para achar o fluxo
do plectro em refluxo.
Pendente da sorte
do imã da força
dos próprios recuos, o pêndulo pende
mediante a tangência
de eflúvios
que estuam
adversos
à inércia.
É isso aí Claudinho, caminho do meio sempre, até porque os extremos chamam muito a atenção, se bebe demais, é bebado, se bebe nada é careta. rsrs. Imagino como deve ser pra vc lidar com isso sendo que tem uma vida pública e uma imagem que creio influenciar muita gente. Abraço
O equilibrio tão esperado e em busca cosntante de faze-lo presente!
Pois bem, tu falou e expressou mto bem qdo diz q o equilibrio em escolhe um caminho, alias o caminho certo, é o do meio. Acredito q é um dos caminhos mais complicados, porem prazerosos, pois assim… qdo colocamos em função de decidir pelo coração e seguimos, ai sim o encontro é concretizado. E por fim torna-se um ” sonho” realizado!
Sendo o encontro de dentro para fora. De olhar para si e perceber o mais profundo poder da nossa alma!
Muita LUZ pra ti!
Beiijinho bompra ti!
Irmão:
Me lembrei então de um trecho de uma música minha: “O yin do yang, o yang do yin…onde não há yin ou yang…só o que existe é tao.
Qual tal…”
Paz e equilibrio pra vc