Índio Fulni-ô pintando o meu corpo!
Ontem eu tive uma noite deliciosa. Nada disso que você está pensando – rsrs. No dia 16 de abril fiz um post homenageando meus queridos amigos índios da tribo Fulni-ô de Pernambuco. Sempre no mês de maio, os índios Fulni-ô vem para Curitiba na Feira Internacional de Artesanato (Feiarte). Um grande amigo, o Bira, hospeda os índios em sua casa e assim tive o privilégio de criar uma relação afetuosa com os mesmos desde 2002. Ontem estive por lá e ficamos proseando por horas em volta da lareira, curtindo o frio de Curitiba. Foi então que Bira perguntou para um dos índios (o Fekiá) se ele não topava pintar meu corpo. Ele aceitou na hora. Eu não poderia negar essa grande oportunidade e ainda fazer o registro (em vídeo) para o meu Blog.
O resultado desse tipo de pintura pode parecer estranho para alguns, no entanto, para mim é como se eu tivesse “voltando a fazer”. Tenho uma sensação, a princípio sem explicação racional, que já pintei muito meu corpo em rituais (no entanto nessa vida não o fiz) sempre com um propósito sagrado. Exatamente por valorizar essa minha sensação que passei a me pintar (de vermelho no rosto) para apresentar meu show de musica eletrônica. O propósito é justamente resgatar o sagrado (desses rituais – assim como os índios fazem até hoje) e trazer para nossa realidade. Por isso batizei meu show de Ritual Eletrônico. É claro que todas essas idéias são fruto de um vasto trabalho de pesquisa que realizado desde 2002, e que fez também nascer o meu livro (A Modernização da Musica Primitiva) que trabalha justamente essa relação e aproximação, dos rituais primordiais com os rituais eletrônicos ou festas rave da contemporaneidade.
O índio que me pintou chama-se Fekiá, ele ficou em torno de 40 minutos, concentradíssimo, para finalizar sua arte no meu corpo. Eu fiquei todo o tempo de pé, em silêncio meditativo (não foi fácil). Vocês poderão ver que, a princípio, a tinta natural que foi utilizada (Genipabu) não fica com uma tonalidade de preto forte, mas essa tinta, com o tempo, penetra mais e mais na pele e sua cor vai se fixando e ganhando força. Agora, 24 horas depois, a tonalidade do preto está tão forte (no meu corpo) que parece mesmo uma tatuagem de verdade. Hoje eu pretendo tirar uma foto com os índios para mostrar pra vocês a diferença da tonalidade. Também pretendo fazer um vídeo deles dançando e cantando na Feira, uma ótima oportunidade pra vocês conhecerem um pouco mais dessa cultura tão linda, dessa tribo tão especial: os guerreiros Fulni-ô!
Du karalho!!! Sei bem como é…pintar o corpo…desta maneira aí…vixxxe…incrícivel!!!
Era pra ser incrível ali …hehehe…forte abraço!
hahahahaha – d mais meu kerido amigo Juliooo – aliás vc sabe mtooooo bem o q eh a arte de pintar o corpo – se possível, deixa um link com algumas fotos suas pro pessoal do blog conhecer a arte do seu corpo… abraço carinhoso e saudoso em vc!
Sim sim…criei agora…só p lhe atender velho amigo…
Forte abraço!
Haha falo que vc é encantado!= )
Que coisa mais deliciosa poder vivenciar coisas assim. Apesar de não parecer(sou bem clara, vc sabe) sou bisneta de bugre, minha avó era uma perfeita india. Cresci no meio de ervas… Sendo defumada por cachimbos e fumaças vezes de brazeiros outras de ervas que nem lembro o nome. Todos os males, fossem eles de saúde ou do espírito eram tratados dessa forma.
Nunca fui pintada assim, mas acho isso muito lindo. Lembro tb que quando morei em Salvador, simplesmente me extasiava em ver aqueles negros do Olodum se pintarem, sempre morri de vontade de fazer o mesmo.
LINDO!!! MÁGICO!!! Eu com certeza entraria em transe… Alucinada, eu?! Nem pensem nisso!rsss
Hahahahahaha – só vc neh Cris – rsrsrsrs – Realmente somos parecidos…
))
Mas essa sua stória de vc ter crescido no meio de ervas, sendo defumada por cachimbos e brazeiros eh d maisssssssssss! Ualllll, eu só tive xperiencias assim na outra vida! rsrsrs
Bju no coracao lindaaa – paz e muita fumaça do bem!
Uallll – d mais Julioooo – adoreiiiii!!! Pessoal acessem lá pra ver! Uhuuu! Abraço de pazzzz irmaoo!