Enquanto isso na sala de justiça…
Ontem passei o dia na praia (é, agora eu tenho a praia bem mais perto e isso é uma dádiva). Logo que cheguei já encontrei seres especiais, passamos o dia conversando. Quando encontramos amigos, encontramos semelhantes e o papo flui.
Ontem eu fiquei impressionado por que lá tinham duas pessoas que tiveram experiências fortes na Amazônia. Então foi falado muito de problemas atuais nessa região: briga por terras e problemas com a fiscalização e a proteção dessa área tão importante para o mundo. Os pais de uma amiga continuam morando lá e ela comentou das ameaças que sua família recebe constantemente, sendo obrigados a mentir para fiscalização de madeira (desmatamento) e coisas do gênero. Sim, é muito triste.
Nesse papo a respeito da “manipulação de poucos”, foi lembrado deste cara do vídeo aí de baixo.
Queria contar pra vocês uma história que me aconteceu e que tem haver com tudo isso.
Eu estava saindo de uma boate de musica eletrônica aqui do Rio, o sol já tinha nascido. Ao lado dela tem uma Igreja Universal do Reino de Deus. Curioso do jeito que sou, lá fui eu ouvir o discurso do bispo. Eu estava lá fazia uns 10 minutos apenas e já consegui perceber com clareza a carência do ser humano, como se aquele povo ali tivesse realmente precisando de um ombro amigo.
Minutos depois o bispo começou a falar, com muita firmeza, que aquele era o dia da multiplicação, então tudo que fosse doado para a Igreja, pelos fieis, seria multiplicado. Para isso era preciso ir próximo ao altar e pegar o envelope “da multiplicação” e um pão. O bispo gritava dizendo que a pessoa deveria doar no mínimo 12 reais, mas também poderia ser 20, 50, 100 reais ou quanto o fiel quisesse que multiplicasse.
Eu comecei a ver aqueles seres tão carentes de amor, indo perto do altar pegar o tal envelope para doar boa parte de seu salário.
Por um momento eu tive vontade de gritar e dizer alguma coisa, mas sabia que de nada iria adiantar.
Pra demonstrar um pouco a minha indignação eu resolvi, bruscamente e imediatamente sair correndo dali, e assim fiz. Trouxe comigo o envelope da “multiplicação” e o pão “de Cristo”.
Eu juro que, assim que saí daquela “Igreja”, sentei no meio-fio do lado de fora, e comecei a chorar.
Agora olha você mesmo, com seus próprios olhos, esse vídeo que encontrei no Youtube do líder dessa nova “religião”, instruindo seus bispos.
Sem comentários… sem comentários…
Coisas tão bonitas que são a fé e a esperança exploradas dessa forma por religiões e pessoas sem caráter e honra.
São essas e outras tantas histórias que já vi e ouvi que me fazem sentir triste muitas vezes.
Nossa vida e nosso mundo são uma benção. A quantidade de amor, alegria e beleza que temos para compartilhar já deveria ser suficiente para que todo ser humano na terra fosse feliz, mas ao invés de procurar esse caminho muitas pessoas preferem tirar dos outros para se sentirem melhores.
É uma pena.
Querido Cabelo, não é a toa que gosto tanto de vc e sei o quanto especial vc é!
Lembra qndo vc assistiu uma palestra minha e disse que a tua história era outra? E lembra que eu discordei de vc? Pois é cara, aquela história que eu falava naquela palestra e vc ouviu e viu é a mesma história q vc acaba de escrever nesse seu comentário.
É dessa bençao que vc comentou, desse amor, dessa alegria, q eu me referia como sagrado.
Nao precisamos ir na igreja periodicamente para sermos religiosos, no sentido de re-ligar-mos.
Eu te conheço e sei que vc pratica o bem, pratica o respeito e o amor pelo próximo. Isso é tudo! Esse é o caminho da felicidade.
Obrigado por compartilhar desse mundo comigo.
Um abraço carinhoso de fé!
Não é a toa que essa “igreja” comprou até uma rede de televisão!!!
Nem fale bruno, meu coraçao aperta aqui!
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