A riqueza melódica de seus cânticos sagrados: índios Fulni-ô
Mais uma homenagem registro aqui.
Hoje é para meus amigos queridos índios, da tribo Fulni-ô de Pernambuco.
Os índios Fulni-ô vão para Curitiba, sempre no final do mês de abril e início de maio, para a Feira Internacional de Artesanato (Feiarte). Um grande amigo, o Bira, hospeda os índios em sua casa. Assim tive o privilégio de criar uma relação afetuosa com os mesmos desde 2002. Nesse tempo pude gravar seus cantos sagrados e presenteá-los – dois deles e uma mensagem especial em Yaathê deixada pelo índio Towê, da mesma tribo, estão no CD que vem encartado no meu livro: A Modernização da Música Primitiva (faixas 14, 15 e 16).
A cultura indígena me ensinou muito sobre: o canto, a fala, o poder da fala, o pensar antes de falar, o respeito à fala do outro, o silêncio, o poder do silêncio, a quietude, a relação sagrada do homem com a natureza a que devo o maior respeito, o saber-se quem se é.
Os índios Fulni-ô vivem no vale do rio Ipanema, na região de Águas Belas, interior de Pernambuco. Guardam com zelo suas tradições, nomes, religiosidade e sua língua, o Yaathê, é uma das poucas preservadas entre as línguas das etnias da região nordeste. A musicalidade e a alegria desse povo refletem-se na riqueza melódica de seus cânticos sagrados e na riqueza coreográfica de suas danças.
Fonte: Livro A Modernização da Música Primitiva
ficou muito bom!
Obrigado meu kerido Joao. Obrigado tb mais uma vez por ter aberto sua casa para mim e para nossos amigos índios. Q deus abençoe vc e toda sua família. Paz e bem para todo o sempre!